Opiniões honestas (Oh!)

A partir de agora, usarei esse título para partilhar reflexões e encantamentos cotidianos.

Por exemplo: recentemente, realizei uma aspiração nutrida já há mais de 30 anos. Fizemos uma pausa de 2 dias e fomos a Montagnola, cidade do cantão italiano aqui da Suíça, onde fica o Museu Hermann Hesse.

Foto: Marge Daien Oppliger – Sala de trabalho de Herman Hesse – Montagnola, TI – Suíça

Tenho uma longa relação de amizade inspiracional com Hesse. Conheci a obra dele pelo presente de um livro que meu irmão Gabriel me trouxe (“Demian”), e depois pelas partilhas com meu dileto amigo Valdelir Perufo sobre “Pequenas Alegrias”, “O jogo das contas de vidro”, “Sidarta”, e por aí vamos.

O fato é que a visita ao museu e um breve mergulho na história de vida de Hesse foi uma fonte generosa de incentivo a retomar uma conexão mais efetiva com a simplicidade, com a autenticidade do que traz sentido para minha existência, e uma generosa dose de contato com as belezas da Natureza.

Oportunamente, partilharei mais sobre esse passeio, mas desde já quero estimular que você observe o que traz energia e contentamento para sua vida. E dê passos cotidianos – ainda que pareçam pequenos – no sentido de manter bem viva a fonte de suas inspirações.

Simples. Como assim?

Foto: Jorge Koho Mello – Gaivota sobre o rio Limmat, Zürich

Melhor começar pelo início.

Simplicidade muitas vezes é considerada como o contrário da complexidade. Na minha opinião, é um equívoco. O que é simples é o oposto do que é complicado, mas muito próximo do que é complexo.

A simplicidade é próxima da complexidade no sentido de que os elementos mais significativos da Vida vão além de nossa compreensão ou explicação racional. É impossível limitar em conceitos o que realmente tem valor. Em tempo: na busca de coerência, peço que você não acredite no que está escrito aqui. Faça seus questionamentos, experimente, experiencie: tente, agora mesmo, definir em palavras e conceitos, os fatores essenciais de sua sua existência. Tente expressar com precisão a grandeza de seus afetos, a amplitude de suas tristezas e prazeres, a profundidade de seus encantamentos.

Muito bem. Mas então, de que serve cultivar a simplicidade? Primeiramente, serve para viver melhor, com mais lucidez e harmonia pessoal e relacional. Ao mesmo tempo, proporciona um nível de conforto e contentamento que dependerá cada vez menos das circunstâncias. Não menos importante, colabora para uma existência que impacta menos os Sistemas de Vida no planeta Terra, o que torna-se a cada dia um tema mais urgente, merecedor de nossa atenção e ações coerentes.

Antecipadamente grato por sua atenção, aspiro que possamos cultivar uma partilha continuada em torno dos temas relativos à simplicidade e suas manifestações em nosso estilo de vida.

Cuide-se bem e aprecie sua vida.


Uma idéia bem simples. Visite e saiba mais.

Iniciaremos em breve os cursos da Simple School. O primeiro será sobre o tema “Como simplificar sua vida”, em duas versões: português e inglês. Agradeço todo apoio na divulgação. Logo mais detalhes sobre a proposta ampla, com ênfase nos aspectos da “nova economia”.